Revista Espírita · Allan Kardec
Capítulo 10 de 125
O vento.
Queria o vendaval reinar sobre a planície Em seu impulso impetuoso, E atormentava toda a superfície, Até um secular olmo enorme e nodoso. Dos fecundos ramais – dizia ele – a semente Podia a terra encher, germinar e crescer; Previmos uma luta, e aguardamos pra ver Que impedimento houvesse ao meu poder ingente. E aos verdes penachos pequenos Os seus golpes desfolhavam; Em rápidos bulcões vão-se nos ares plenos Os grãos que, entretanto, escapavam Ao sopro que se esforça em seus voos levar, E ao solo porém vão parar.
Ah! Contra as leis do Amor e da Sabedoria, Diante do Espiritismo, árvore da verdade, O vento da incredulidade Sopra e ulula em vão, dia a dia. Faz nascer e crescer o que julga oprimir: E o ajuda a semear… nunca ao bom germe delir. C. Dombre, (de Marmande.)