Revista Espírita · Allan Kardec
Capítulo 118 de 148
Estâncias.
UM ESPÍRITA A SEU ESPÍRITO FAMILIAR. Estâncias.
Tu, que de ti minha tristeza Conta olhar terno de piedade! Tu, para quem minha fraqueza Recolhe assim santa amizade! És alma, gênio ou pura chama, Suspende o voo de acesso aos céus; Fica a aclarar-me, esta alma clama, Ó Conselheiro dentre véus! Mensageiro és da Providência, Sábio interpretas sua lei, Oh! fala; escuto com paciência: Mestre divino, aprenderei. Ainda há pouco eu duvidava, Sem fé sentindo o coração, Porém teu sopro o iluminava, Arremessando-me um clarão! Assim, oh! Deus, Ser adorável, Pai, muito mais que Criador, Pois com ternura, ah! inefável, Dá-nos um anjo em nossa dor. E cada qual, ó maravilha! Tem um celeste guardião; Cada um de nós tem sua trilha Ou invisível proteção.
Amável Ser que me consola! Bendito irmão doce e piedoso, Com quem minh’alma em luz se evola, Com ele evole ao céu radioso! Amo-te, sim, ser tutelar; Em tuas mãos, feliz afã; Sigo-te estrela; que a clarear Vens nosso céu nesse amanhã.