Revista Espírita · Allan Kardec
Capítulo 29 de 94
Pensamentos poéticos.
Se tu sofres na Terra, O aflito coração, Tua vida se aferra Em justa expiação; Se esse é pois teu cadinho, Pensa na tua dor, Pode ser-te o caminho A um destino melhor Os desgostos da vida Quanto maiores são Mais dizem da assumida Falta em teu coração, Será tal preço, em dores Por depurar ter Ser, Tão alto se onde fores No Céu terás prazer? A vida é uma passagem Cujo curso te diz: Se sábio, na viagem, Serás sempre feliz. Observação – O médium que serviu de intérprete não só é estranho às regras mais elementares da poesia, como jamais fez um único verso. Ele os escreve com uma facilidade extraordinária, sob o ditado dos Espíritos e, embora seja médium há pouco tempo, já possui uma coleção numerosa e muito interessante. Entre outros, já vimos alguns, encantadores e bastante oportunos, que lhe foram ditados pelo Espírito de uma pessoa viva, que ele evocou e que reside a duzentas léguas. Quando em vigília essa pessoa não é mais poeta que o médium. [1]
[v. Alfred de Musset.]