Religião dos Espíritos · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 67 de 92

Abençoa

Reunião pública de 21-9-1959.

Questão n.º 752.

1 Deixa que a bênção de Deus te alumie o coração para que saibas abençoar.

2 Ninguém prescinde do amor para viver.

3 Observa os que marcham, desdenhosos, ignorando-te a presença, habituados à convicção de que o ouro pode comprar a felicidade. Abençoa-os e passa.

Ninguém conhece o rochedo em que o barco da ilusão lhes infligirá o derradeiro travo de angústia.

4 Vês, inquieto, os que se desmandam no poder.

Abençoa-os e passa.

Muitos deles simplesmente arrastam as paixões que os arrastarão para o gelo do ostracismo ou para a cinza do esquecimento.

5 Contemplas, espantado, os que são portadores de títulos preciosos, a te exigirem considerações e tributos especiais. Abençoa-os e passa.

O tempo cobrar-lhes-á aflitivo imposto da alma pelas distinções que lhes conferiu.

6 Ouves, triste, os que injuriam e amaldiçoam.

Abençoa-os e passa.

São eles tão infelizes que ainda não podem assinalar as próprias fraquezas.

7 Fitas, admirado, os que fazem tábua rasa dos mais altos deveres para desfrutarem prazeres loucos, enquanto a vitalidade lhes robustece o corpo jovem. Abençoa-os e passa.

Amanhã, surgirão acordados, em mais elevado nível de entendimento.

8 Se alguém te fere, abençoa.

E se esse mesmo alguém volta a ferir-te, abençoa outra vez.

9 Não te prevaleças da crueldade para mostrar a justiça, porque a justiça integral é de Deus e todos viverão para conhecê-la.

10 Se teu filho é rebelde e insensato, abençoa teu filho, porque teu filho viverá.

11 Se teus pais são irresponsáveis e desumanos, abençoa teus pais, porque teus pais viverão.

12 Se o companheiro aparece ingrato e desleal, abençoa teu companheiro, porque continuará ele vinculado à existência.

13 Se há quem te calunia ou persegue, abençoa os que perseguem e caluniam, porque todos eles viverão.

14 Humilhado, batido, esquecido ou insultado, abençoa sempre.

15 Basta a vida para retificar os erros da consciência.

16 Inquirido, certa vez, pelo Apóstolo quanto ao comportamento que lhe cabia perante a ofensa, afirmou Jesus: — “Perdoarás não sete vezes mas setenta vezes sete.”

17 Com isso o Divino Mestre desejava dizer que ninguém precisa vingar-se, porque o autor de qualquer crueldade tê-la-á como fogo nas próprias mãos. Emmanuel