Religião dos Espíritos · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 26 de 92

Muito e pouco

Reunião pública de 10-4-1959.

Questão n.º 716.

1 É na bênção do “pouco” que rasgas, de imediato, a senda ideal para o sol da alegria.

2 Enquanto o “muito” é constrangido a sopesar responsabilidades maiores, no campo dos compromissos que envolvem o bem geral, podes, com o fruto do teu trabalho, semear a divina felicidade que nasce do coração.

3 Dentro do “pouco” que te limita a existência, atenderás, desse modo, às necessidades que, hoje, aparentemente sem expressão, quais sementes desvaliosas, serão, de futuro, verdadeiras messes de talentos celestiais.

4 É assim que solucionarás modestas despesas de conteúdo sublime, quais sejam:

5 O copo de leite para a criança necessitada…

6 A sopa eventual para os que passam sem rumo…

7 O remédio para o doente esquecido…

8 O socorro fraterno às mães caídas em abandono…

9 O agasalho singelo aos hóspedes da calçada…

10 O prato adequado ao enfermo difícil…

11 O colchão que alivie o paralítico em sombra…

12 A lembrança espontânea que ampara o menino triste…

13 O concurso silencioso, conquanto humilde, em favor do amigo hospitalizado…

14 O serviço discreto às casas beneficentes…

15 O livro renovador ao companheiro em desânimo…

16 A gentileza para com o vizinho enjaulado na provação…

17 A cooperação indiscriminada a esse ou àquele setor de luta…

18 Não esperes, portanto, que a vida te imponha uma cruz de ouro para ajudar e servir.

19 Lembra-te de que os chamados ricos, por se encarcerarem nas algemas do “muito”, nem sempre podem auxiliar, sem delongas, presas que são de suspeitas atrozes, na defensiva dos patrimônios que foram chamados a manobrar, na extensão do progresso…

20 Ora por eles, ao invés de reprochar-lhes a hesitação e a conduta, porquanto, se tens amor, sairás de ti mesmo com o “pouco” abençoado que o Senhor te confia e, de pronto, obedecerás ao próprio Senhor, espalhando, em Seu nome, a força da paz e o benefício da luz. Emmanuel