Paz · Emmanuel · Chico Xavier
Capítulo 8 de 21
Paciência e serviço
1 Paciência não é inatividade.
2 Será um estado de compreensão, já que não dispomos de palavras para defini-la. Compreensão com espírito de serviço, capaz de aceitar as dificuldades da existência, com o dever de cooperar para que desapareçam.
3 A vida nos propõe variados desafios, com a finalidade de descobrir as nossas qualidades potenciais e desenvolvê-las para que venhamos a realizar o melhor, a benefício dos outros.
4 Isso ocorre porque auxiliar aos que nos compartilhem da estrada é sempre angariar apoio a nós mesmos.
5 “Tenhamos paciência”: Duas palavras que não nos indicam a indiferença e sim nos procuram o ânimo para colaborar sem alarde na extinção dos tropeços com que sejamos defrontados.
6 Se te encontras à frente de provações inevitáveis, aceita-as por amor a ti mesmo, a fim de que não se ampliem a detrimento de tua própria paz.
7 Quanto se te faça possível, não te revoltes, nem te encolerizes, ante os entraves do caminho
8 O parente difícil, a doença em família ou no próprio corpo, o prejuízo inesperado, a pessoa querida que se afasta de nós, a incompreensão alheia ou o trabalho dobrado, são testes para a superação dos limites espirituais em que estejamos vivendo.
9 Segue na estrada que a vida te traçou, sem marginalizar-te em desânimo ou rebeldia.
10 A paciência não é almofada para que nos entreguemos ao sono da inércia, e sim, uma escora segura para que aprendamos a caminhar.
Emmanuel [1] (Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier em reunião pública da noite de 11/02/1983.)
Existe outra mensagem de Emmanuel, muito parecida com essa, os manuscritos psicografados de ambas encontram-se sob a custódia do Dr. Eurípedes Higino, filho adotivo do Chico.