Palavras de Vida Eterna · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 98 de 181

Pai e amigo

“E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, o pai chegou a vê-lo, moveu-se de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.” — JESUS (Lucas, 15.20)

1 É possível que essa ou aquela falta te sombreie o coração, impelindo-te ao desânimo.

2 Anseias respirar a fé pura, entregar-te aos misteres do bem, contudo, trazes remorso e tristeza.

3 Dissipaste as forças da vida, extraviaste votos santificantes, erraste, caíste na negação, qual viajor que perdesse a luz…

4 Entretanto, recorda a Providência Divina e reergue-te.

5 O amor de Deus nunca falta.

6 Para toda ferida haverá remédio adequado.

Para todo desequilíbrio aparecerá reajuste.

7 Fixa-te no ensinamento do Cristo, enunciando o retorno do filho pródigo.

8 O reencontro não se deu em casa, com remoques e humilhações para o moço em desvalimento.

9 Assinalando-o, no caminho de volta “e, quando ainda estava longe, o pai, ao vê-lo, moveu-se de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.”

10 O pai não esperou que o filho se penitenciasse a rojo, não exigiu escusas, não solicitou justificativas e nem impôs condições de qualquer natureza para estender-lhe os braços; apenas aguardou que o filho se levantasse e lhe desejasse o calor do coração. Emmanuel (Reformador, julho de 1961, p. 148)