Palavras de Vida Eterna · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 62 de 181

Perdão, remédio santo

“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem…” — JESUS (Lucas, 23.34)

1 Toda vez que a moléstia te ameaça, recorres necessariamente aos remédios que te liberem da apreensão.

Agentes calmantes para a dor…

Sedativos para a ansiedade…

2 Em suma, à face de qualquer embaraço físico, procuras reabilitar as funções do órgão lesado.

3 Lembra-te de semelhante impositivo e recorda que há pensamentos enfermiços de queixa e mágoa, de prevenção e antipatia, a te solicitarem adequada medicação para que se te restaure o equilíbrio.

4 E se nas doenças vulgares reclamas despreocupação, em favor da cura, é natural que nos achaques do espírito necessites de esquecimento para que se te refaçam as forças.

5 O perdão é, pois, remédio santo para a euforia da mente na luta cotidiana.

6 Tanto quanto não deves conservar detritos e infecções no vaso orgânico, não mantenhas aversão e rancor na própria alma.

7 Perdoa a quantos te aborreçam, perdoa a quantos te firam.

8 Perdoa agora, hoje e amanhã, incondicionalmente.

9 Recorda que todas as criaturas trazem consigo as imperfeições e fraquezas que lhes são peculiares, tanto quanto, ainda desajustados, trazemos também as nossas.

10 É por isso que Jesus; o Emissário Divino, crucificado pela perseguição gratuita, rogou a Deus, ante os próprios algozes: — “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem…”

11 E, deixando os ofensores nas inibições próprias a cada um, sustentou em si a luz do amor que dissolve toda sombra, induzindo-nos à conquista da luz eterna. Emmanuel [1] No original: “Perdão — remédio santo.”

(Reformador, setembro de 1959, p. 194)