Palavras de Vida Eterna · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 38 de 181

Reparemos nossas mãos

“E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: quero; sê limpo.” — (MATEUS, 8.3)

1 Meditemos na grandeza e na sublimidade das mãos que se estendem para o bem…

2 Mãos que aram a terra, preparando a colheita…

3 Mãos que constroem lares e escolas, cidades e nações…

4 Mãos que escrevem, amando em louvor do conhecimento…

5 Mãos que curam na medicina, que plasmam a riqueza da ciência e da indústria, que asseguram o reconforto e o progresso…

6 Todas elas se abrem, generosas, na direção do infinito, gerando aperfeiçoamento e tranquilidade, reconhecimento e alegria, conjugando-se, abnegadas, para a extensão das bênçãos de Sabedoria e de Amor na Obra de Deus.

7 Mas pensemos também nas mãos que se estendem para as sombras do mal…

8 Mãos que recolhem o ouro devido ao trabalho em favor de todos, transformando-se em garras de usura…

9 Mãos que acionam apetrechos de morte, convertendo-se em conchas de sangue e lágrimas…

10 Mãos que se agitam na mímica estudada de quantos abusam da multidão para conduzi-la à indisciplina em proveito próprio…

11 Mãos que ferem, que coagulam o fel da calúnia em forma de letras, que amaldiçoam, que envenenam e que cultuam a inércia…

12 Todas elas se cerram sobre si mesmas em círculos de aflição e remorso pelos quais se aprisionam ás trevas do sofrimento.

13 Reparemos, assim, a que forças da vida estendemos as nossas mãos.

14 Jesus, o Mestre Divino, passou no mundo estendendo-as no auxílio a todos, ensinando e ajudando, curando e afagando, aliviando corpos enfermos e levantando almas caídas, e, para mostrar-nos o supremo valor das mãos consagradas ao bem constante, preferiu morrer na cruz, de mãos estendidas, como que descerrando o coração pleno de amor à Humanidade inteira. Emmanuel (Reformador, julho de 1958, p. 146)