Poetas redivivos · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 99 de 117

Desengano - Cornélio Pires

1 O avarento Juquinha Vigilato Tinha nota e mais nota, a mala cheia, E morava num rancho de correia, Quase à beira do rio Carrapato.

2 Se um mendigo pedisse um pão no prato, Respondia: “Ah! meu filho, a vida é feia! Se eu tivesse um tostão para candeia, Não passava uma noite aqui no mato.”

3 Veio um ano chuvoso… De repente, Desceu de madrugada enorme enchente, Chuvarada de tempo carrancudo…

4 Juquinha trepou logo num salgueiro, Mas, enquanto gritava: “Ai, meu dinheiro!…” A enchente levou nota, mala e tudo. Cornélio Pires