Poetas redivivos · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 67 de 117

Antevisão - Caetano Pero Neto

1 Quando a nuvem acionou seus canhões invisíveis, ribombando no espaço, ouvi a mensagem da abundância.

2 Quando o raio cortou o tecido espesso das trevas com a lâmina da morte em esplendor, respirei o ar puro do céu lavado.

3 Quando o vento sacudiu o arvoredo com seu rebenque aéreo, enxerguei as flores que permaneceriam fiéis aos frutos.

4 Quando o aguaceiro jorrou dos céus, com as suas cataratas imensas, inundando os caminhos, vi a mesa farta, rodeada de crianças felizes.

5 Quando o sofrimento aparece, diante de nós, crivando-nos o ser com farpas intangíveis, vejo nossas almas nos píncaros do Planeta, sob o fulgor sem sombra do zênite, cada qual carregando em si mesma o seu próprio Universo, prontas a desferir o voo livre e belo para o sem-fim da Perfeição. Caetano Pero Neto