Poetas redivivos · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 45 de 117

A porta - Manoel Monteiro

1 Se trabalhas na porta, Ao acolher alguém, Oferta de ti mesmo A mensagem do bem.

2 A porta aberta exige vigilância, Justo pensemos nisso; A prudência, entretanto, não exclui Atenção e serviço.

3 Frequentemente aquele que te busca, Ainda mesmo quando não te agrade, É um companheiro que procede, em crise, Da terra triste da necessidade.

4 Viajores, pedintes, consulentes Nem sempre se revelam como são… Muito Espírito nobre do caminho Traz cravadas no peito as marcas da aflição.

5 A porta unida à rua É um dos pontos mais santos que há no lar; Se te dispões a receber quem chama, Exerce o privilégio de ajudar…

6 Fôssemos nós da fila dos que passam Na longa e desditosa caravana, Quanto agradecimento a quem nos desse Leve parcela de ternura humana!

7 O olhar de compreensão, o sorriso de paz, O entendimento, uma palavra boa, São migalhas de amor que enaltecem a vida E que a vida abençoa…

8 Crês na esperança como crês no Céu, Dizes que a caridade te conforta, Não negues, desse modo, a quem te pede auxílio À bondade na porta.

Manoel Monteiro