Poetas redivivos · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 43 de 117
Alcoólatras - Honório Armond
QUADRO PUNGENTE
1 Alcoólatra vampiro alça a boca debalde, Ébrio desencarnado, a hedionda sede aguça. Híspidos lábios lambe e escancara a dentuça, Tateia o vidro, em vão, do frasco verde e jalde.
2 Rápido, caça alguém no remoto arrabalde, Alcoólatra encarnado encontra e lhe refuça A goela que se inflama, enrubesce e empapuça, Como a sacar de si mais sede que a rescalde.
3 Agarra-se o vampiro ao bêbado por entre As vértebras do peito e as vísceras do ventre, Toma-lhe o braço e o corpo… Estala a língua bronca!
4 A dupla bebe, bebe… E, às tontas, na calçada Cai de borco no chão, estira-se largada, Delira, geme, dorme, espolinha-se e ronca… Honório Armond Essa mensagem foi publicada originalmente em 1971 pelo IDE e encontra-se no 4º capítulo do livro “No Mundo de Chico Xavier”