Poetas redivivos · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 41 de 117
Saudade vazia - Jorge Faleiros
1 Desde muito chorava o belo filho morto, Num desastre de mar em suntuoso falucho… Triste, a fidalga anciã vivia em pranto e luxo, No esplêndido solar ao pé de velho porto…
2 Certo dia, a criada, em rijo desconforto, Dá-lhe um pobre enjeitado, um magro pequerrucho. Ela clama: “Não quero! Isto é morcego e bruxo, Tem na face de monstro o nariz feio e torto!…
3 E a dama solitária, em angústia insofrida, Atravessou a morte e acordou noutra vida, Buscando, ansiosa e rude, a afeição do passado…
4 Debalde soluçou, na lição do destino… Ao desprezar na Terra o infeliz pequenino, Recusara, orgulhosa, o filho reencarnado. Jorge Faleiros Essa mensagem foi publicada originalmente em 1968 pela FEB e é a 44ª lição do livro “Luz no lar”