Poetas redivivos · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 5 de 117
O Genro-neto - Cornélio Pires
1 Toda sogra que há na vida, No caminho meu ou teu, Será sempre mãe querida — Outra mãe que o Céu nos deu.
2 Deus recomenda isso em paz, Se hoje estás na oposição. Mais tarde, concordarás Na lei da reencarnação.
3 Guarda esta simples verdade — Das lições de mais valor: Deus criou a Humanidade Para a vitória do amor.
4 Se não crês no que te digo, Se estimas lutas no lar, Escuta, meu caro amigo, A história que vou contar:
1 “Sogra, não! Nem à custa de madraca!” — Gritava Nhô Tatão de Albergaria — “Só de encontrar Nhá Bela, tenho azia, O que sinto se vejo jararaca.”
2 Se a sogra vinha em casa, discutia, Xingava o perdigueiro, punha a faca… Mas, certa vez, Tatão, caçando paca, Teve ataque e morreu no mesmo dia!…
3 Desencarnado, em trevas, quis mais prova E renasceu da esposa, moça nova, Em novo lar no Sítio da Cancela…
4 Hoje, só quer vovó, o dia inteiro, É um menino gorducho e beijoqueiro, No colo carinhoso de Nhá Bela… Cornélio Pires