Poetas redivivos · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 26 de 117

O poço e a roseira - Antônio Félix

1 O poço retratava a roseira tristonha E pensava consigo: “Ah! terríveis chavelhas! Espinheiro infernal, quanta maldade espelhas!… Lâminas e punhais, infortúnios e vergonha…”

2 A roseira, porém, como quem serve e sonha, Expandiu-se e lançou lindas joias vermelhas, Astro verde a luzir em formosas centelhas, E o poço, a condenar, fez-se charco e peçonha!…

3 A cisterna infeliz, no desvão da chapada, Apodreceu, por fim, preguiçosa e estagnada, Mas a planta floriu ao sol do Grande Todo.

4 Alma, edifica e segue, abençoa e auxilia… Mal que procura o bem faz-se bem, dia a dia, Mal que fica no mal faz-se tóxico e lodo. Antônio Félix