Poetas redivivos · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 16 de 117

Juquinha - Cornélio Pires

1 Noite alta… por fora de um telheiro, O pequeno Juquinha morre ao vento… Enjeitado e sozinho… Está sedento, Nas aflições do instante derradeiro.

2 Lembra os dias de humilde jornaleiro, Pensa vender notícias ao relento, Geme e delira, olhando o firmamento. Nisso, aparece um jovem no terreiro…

3 Vem de manso e convida: — “Vem, Juquinha!…” O pobre larga o corpo a que se aninha… — “Quem é você?” — pergunta, ri-se e chora!…

4 — “Sou Jesus!…” — diz o moço, ao dar-lhe o braço… E os dois sobem na luz do imenso espaço, Numa estrada de lírios cor da aurora!… Cornélio Pires