Plantão da paz · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 2 de 21

Fruto e exemplo

1 Revela-se a árvore na gleba em que se desenvolve por valioso conjunto de utilidades, quais sejam:

2 a seiva de que se nutre;

3 as frondes que albergam ninhos;

4 a flor que perfuma;

5 a sombra que ameniza;

6 o aspecto que balsamiza;

7 o lenho que reaquece.

8 Todavia, se não estende o fruto que lhe assinala a espécie, no socorro às criaturas que lhe observam o crescimento, terá desertado do objetivo fundamental a que se destina, reprovando a si mesma na solidão e na esterilidade.

9 Assim também o homem, no campo da luta em que se estagia, destaca-se por toda uma equipe de qualidades que lhe marcam a rota, como sejam:

10 a força com que se eleva;

11 a inteligência com que domina;

12 as ligações afetivas com que se associa a outros seres;

13 o ideal que se inflama;

14 o verbo que o manifesta;

15 a compreensão com que se orienta;

16 o entusiasmo de sonhar e realizar que lhe distingue os impulsos.

17 Entretanto, se foge à ação construtiva do exemplo nobre com que se exprimirá no edifício do progresso de todos, em favor dos irmãos que lhe buscam inspiração e modelo, em verdade terá perdido o ensejo divino para que foi trazido à existência, sentenciando-se à frustração.

18 No reino vegetal, todo o paciente esforço da árvore, sob o império das estações, tende à produção do fruto com que se desincumbirá do compromisso máximo, à frente da natureza; e no campo humano todas as atividades laboriosas do espírito, sob o domínio da experiência, visam à demonstração do exemplo renovador com que enriquecerá a economia da vida, através dos valores físicos ou espirituais.

19 Vigiemos as nossas próprias ações no santuário das horas de cada dia, porque para todos nós prevalece o aviso de Jesus quando asseverou, convincente: — “Pelos frutos conhecê-los-eis.”

Emmanuel