Pássaros humanos · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 7 de 20

Página à juventude espírita - Casimiro Cunha

1 Meu irmão da mocidade, Ao sol de nossa Doutrina Aproveita enquanto é cedo A bênção que te ilumina.

2 Desfruta do dia claro Em que a força vibra e avança Na doce vitalidade Da alegria e da esperança.

3 Dizes “posso”, todavia, De que te vale poder Se te furtas no caminho À prudência de aprender?

4 Recorda que prometeste Nos templos de amor do Além Constante fidelidade À excelsa missão do bem.

5 Por isso desde o começo De tua nova existência, Recebeste Jesus-Cristo No campo da inteligência.

6 Não detenhas tua fé Por bênção guardada em vão. Espiritismo é caminho De nossa renovação.

7 Nos fios da honestidade, Tece, firme, o teu escudo. No jogo das aparências Busca sempre o conteúdo.

8 Cultiva a cooperação. Não te canses de lembrar Que servir tardiamente É o mesmo que recusar.

9 Foge à sombra da vaidade Que morde por serpe astuta. Arrima-te na humildade Por arma de tua luta.

10 Trabalha, estuda e medita Sob a carne transitória , O nosso dever cumprido É senda para a vitória.

11 Aos companheiros mais velhos Atende e reverencia, Na porta do desrespeito A derrota principia.

12 O nosso ideal é flama Que, brilhando na virtude, Guarda sempre as nossas almas Sob a Eterna Juventude.

13 Segue o impulso da bondade, Não te algemes à ilusão, E traça à luz do Evangelho A rota do coração.

14 Com Jesus-Cristo no leme Do barco em que te renovas, Vencerás trevas e abismos Que surgem no mar das provas.

15 Meu irmão da mocidade, Ao sol de nossa Doutrina, Aproveita enquanto é cedo A bênção que te ilumina. Casimiro Cunha