Ponto de encontro · Jair Presente · Chico Xavier

Capítulo 7 de 21

Agitação

1 Nosso irmão Silva Teixeira Pediu-nos fraternalmente Dar-lhe atenção e assistência Na viagem que faria Em visita ao pai doente.

2 Não vacilamos no assunto, Fui ao nosso diretor — “Algum apoio ao amigo? Vai, sim!… — nos disse o mentor.”

3 Encontrei-me com Teixeira Junto à esposa Dona Alcina, Num ônibus que largava, Vencendo a chuva mofina.

4 A máquina em movimento Formava rajadas frias… A viagem do casal Seria apenas dois dias.

5 Às onze da noite em ponto, Com biscoitos a granel, A dupla desceu, entrando Em velho e pequeno hotel.

6 A luz se fez no aposento Que lhes fora reservado… Acomodaram-se os dois, Deitando-se, lado a lado.

7 Instantes depois, um grito Ressoava estranho e feio… Dona Alcina retirara Uma barata do seio.

8 Teixeira não descansou, Pois a esposa reclamava, Xingando a roupa do hotel, Em pranto se lastimava.

9 No outro dia, Teixeira Observou, tristemente, A morte rondando a casa Na face do pai doente.

10 À noite, foi novo trampo; Dona Alcina, num berreiro, Clamava que muitas pulgas Mordiam-lhe o corpo inteiro…

11 Gritava, humilhando o esposo: — “Não tens o berço que julgas, Esta casa em que nasceste É um pardieiro de pulgas…”

12 Manhã seguinte, o irmão Silva Encomendou condução, Voltariam para a casa, Sem qualquer baldeação.

13 Chegaram ao lar, à noite; Dona Alcina, muito ativa, Falava: — “Agora estou salva! Agora, sim, estou viva…

14 “Nem pulgas e nem baratas, Quero somente o que é meu, Bendita seja esta casa, A casa que Deus me deu…

15 “Meu sogro? que Deus o cure, Não tomarei nova estrada, Desejo a paz do meu canto… Tranquilidade e mais nada.”

16 Mas passadas duas horas, A pobre rolou no chão, Seguindo para o hospital, Picada de escorpião!… Jair Presente