Parnaso de Além-Túmulo · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 34 de 58

Ignácio José de Alvarenga Peixoto

Ignácio José de Alvarenga Peixoto, um dos malogrados poetas da “Conjuração Mineira”, ao qual foi imposta a pena de degredo perpétuo na África, onde veio a falecer em 1793, “minado pela nostalgia”. Redivivo

1 Divina lira, Musa que inspira Meu coração A relembrar… Celebra, amena, A vida plena, A paz sublime, A luz sem par.

2 Volta, de novo, Ao grande povo Que não me canso De estremecer; Revela, ainda, A Pátria linda Que faz vibrar Todo o meu ser.

3 Exalça agora A nova aurora Que brilha cheia De amor cristão. O mundo em prova Que se renova Espera o dia De redenção.

4 Une-te ao canto Formoso e santo Que flui soberbo, Sepulcro além… Lira divina, Louva a doutrina Da liberdade No eterno bem.

5 Dize a grandeza Da glória acesa Na vida excelsa Que a dor produz. Proclama à Terra Que além da guerra E além da noite Floresce a luz.

6 Não mais procures, Chorando alhures, Enfraquecer-te Nas lutas mil. Canta somente, Ditosa e crente, A nova era Do meu Brasil. Ignácio José de Alvarenga Peixoto