Parnaso de Além-Túmulo · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 27 de 58

Cruz e Souza

(Relação das poesias)

Ansiedade Heróis Aos torturados A sepultura Anjos da paz Alma livre “Gloria victis” Nossa mensagem Oração aos libertos Céu Aos tristes Beleza da morte Mensageiro Se queres À Dor Noutras eras Sofre Exaltação Vozes Soneto Glória da dor Quanta vez Ide e pregai Caridade Renúncia Tudo vaidade Ouvi-me Felizes os que têm Deus Glória aos humildes Aos trabalhadores do Evangelho Catarinense. Funcionário público, encarnou em 1862 e desprendeu-se em 1898, no Estado de Minas. Poeta de emotividade delicada, soube, mercê de um simbolismo inconfundível, marcar sua individualidade literária. Sua vida foi toda dores. Ansiedade

1 Todo esse anseio que tortura o peito, Estrangulando a voz exausta e rouca, Que em cada canto estruge e em cada boca Faz o soluço do ideal desfeito;

2 Ansiedade fatal de que se touca A alma do homem mau e do perfeito, Sobe da Terra pelo espaço eleito, Numa imensa espiral, estranha e louca,

3 Formando a rede eterna e incompreendida Das ilusões, dos risos das quimeras Das dores e da lágrima incontida;

4 Essa ansiedade é a mão de Deus nas eras, Sustentando o fulgor da luz da Vida, No turbilhão de todas as Esferas!… Heróis

1 Esses seres que passam pelas dores, Às geenas do pranto acorrentados, Aluviões de peitos sofredores, No turbilhão dos grandes desgraçados;

2 Corações a sangrar, ermos de amores, Revestidos de acúleos acerados, Nutrindo a luz dos sonhos superiores Nos ideais maiores esfaimados;

3 Esses pobres que o mundo considera Os humanos farrapos dos vencidos, Prisioneiros da angústia e da quimera,

4 São os heróis das lutas torturantes Que são, sendo na Terra os esquecidos, Coroados nas Luzes Deslumbrantes! Aos torturados

1 Torturados da vida, um passo adiante, Nos desertos dos áridos caminhos, Abandonados, trêmulos, sozinhos, Infelizes na dor a cada instante!

2 Sobre a luz que vos guia, bruxuleante, E além dos trilhos de ásperos espinhos, Fulgem no Além os deslumbrantes ninhos, Mundos de amor no claro azul distante…

3 Chorai! Que a imensidade inteira chora, Sonhando a mesma luz e a mesma aurora Que idealizais chorando nas algemas!

4 Vibrai no mesmo anseio em que palpita A alma universal, sonhando, aflita, As perfeições eternas e supremas! A sepultura

1 Como a orquídea de arminho quando nasce, Sobre a lama ascorosa refulgindo, A brancura das pétalas abrindo, Como se a neve alvíssima a orvalhasse;

2 Qual essa flor fragrante, como a face Dum querubim angélico sorrindo, Do monturo pestífero emergindo, Luz que sobre negrumes se avistasse;

3 Assim também do túmulo asqueroso, Evola-se a essência luminosa Da alma que busca o céu maravilhoso;

4 E como o lodo é o berço vil de flores, A sepultura fria e tenebrosa É o berço de almas — senda de esplendores. Anjos da paz

1 Ó luminosas formas alvadias Que desceis dos espaços constelados Para lenir a dor dos desgraçados Que sofrem nas terrenas gemonias!

2 Vindes de ignotas luzes erradias, De lindos firmamentos estrelados, Céus distantes que vemos, dominados De esperanças, anseios e alegrias.

3 Anjos da Paz, radiosas formas claras, Doces visões de etéricos carraras De que o espaço fúlgido se estrela!…

4 Clarificai as noites mais escuras Que pesam sobre a terra de amarguras, Com a alvorada da Paz, ditosa e bela… Alma livre

1 Um soluço divino de alegria Percorre a todo Espírito liberto Das pesadas cadeias do deserto, Desse mundo de sombra e de agonia.

2 A alma livre contempla o novo dia, Longe das dores do passado incerto, Mergulhada no esplêndido concerto De outros mundos, que a luz acaricia!

3 Alma liberta, redimida e pura, Vê a aurora depois da noite escura, Numa visão mirífica, superna…

4 Penetra o mundo da imortalidade, Entre canções de luz e liberdade, Forçando as portas da Beleza Eterna. “Gloria victis”

1 Glória a todas as almas obscuras Que caíram exânimes na estrada, Onde a pobre esperança abandonada Morre chorando sob as desventuras.

2 Glória à pobre criatura desprezada, Glória aos milhões de todas as criaturas, Sob a noite das grandes amarguras, Sem conhecer a luz de uma alvorada.

3 Gloria Victis! Hosana aos desgraçados Que tombaram sem vida, aniquilados, Nos sofrimentos purificadores;

4 Que o Céu é a pátria eterna dos vencidos, Onde aportam ditosos, redimidos, Como heróis dos deveres e das dores! Nossa mensagem

1 Essa mensagem de esperança e vida Que endereçamos da imortalidade, É a lição luminosa da Verdade Que a Humanidade espera comovida.

2 Guardai a voz da Terra Prometida, Nos exílios do pranto e da saudade; Conservai essa vaga claridade Da luz da eternidade indefinida.

3 Todo o nosso trabalho objetiva Dar-vos a fé, a crença persuasiva Nos caminhos da prova dolorosa.

4 Sabei vencer entre as vicissitudes, Como arautos de todas as virtudes, Sobre as ressurreições da alma gloriosa. Oração aos libertos

1 Alma embriagada do imortal falerno, Segue cantando, no horizonte claro, O teu destino esplendoroso e raro, Cheio das luzes do porvir eterno.

2 Mas não te esqueças desse mundo avaro, O escuro abismo, o tormentoso Averno, Sem as doces carícias do galerno Das esperanças — sacrossanto amparo.

3 Volve os teus olhos ternos, compassivos, Para os pobres Espíritos cativos Às grilhetas do corpo miserando!

4 Abre os sacrários da Felicidade, Mas lembra-te do orbe da impiedade, Onde venceste a carne soluçando. Céu

1 Há um Céu para o Espírito que luta No oceano dos prantos salvadores, Céu repleto de vida e de fulgores Que coroa de luz a alma impoluta.

2 A canção da vitória ali se escuta, Da alma livre das penas e das dores, Que faz da vida a rede de esplendores, Na paz quase integral e absoluta.

3 Considerai, ó pobres caminheiros, Que na Terra viveis como estrangeiros, De alma ofegante e coração aflito:

4 Considerai, fitando a imensa altura, Os deslumbrantes orbes da ventura Por entre os sóis suspensos no Infinito! Aos tristes

1 Alma triste e infeliz que se tortura No tormento que punge e dilacera, Para quem nunca trouxe a Primavera Dos seus pomos dourados de ventura;

2 Sou teu irmão e intrépido quisera Trazer-te a luz que esplende pela Altura, Afastando essa dor que te amargura Nas ansiedades de uma longa espera.

3 Mas há quem guarde as gotas do teu pranto No tesouro sublime e sacrossanto Dos arcanos de luz da Divindade!

4 Há quem te faça ver as cores do íris Da fagueira esperança, até partires Nas asas brancas da Felicidade. Beleza da morte

1 Há no estertor da morte uma beleza Transcendente, ignota, luminosa, Beleza sossegada e silenciosa, Da luz branca da Paz, trêmula e acesa…

2 É o augusto momento em que a alma presa Às cadeias da carne tenebrosa, Abandona a prisão, dorida e ansiosa, Sentindo a vida de outra natureza.

3 Um mistério divino há nesse instante, No qual o corpo morre e a alma vibrante Foge da noite das melancolias!…

4 No silêncio de cada moribundo, Há a promessa de vida em outro mundo, Na mais sagrada das hierarquias. Mensageiro

1 Abri minhalma para os sofredores Na vastidão serena dos Espaços, Eu que na Terra tive sempre os braços Presos à cruz tantálica das dores.

2 Epopeias de Sons e de Esplendores, E os prazeres mais pobres, mais escassos, E o mistério dos célicos abraços, Dos Perfumes, das Preces e das Cores;

3 Tudo isso não vejo e vejo apenas O turbilhão das lágrimas terrenas — Taça imensa de gotas amargosas!

4 Da piedade e do amor eu trago o círio, Para afastar as trevas do martírio Do silêncio das noites tenebrosas. Se queres…

1 Se queres a ventura doce, etérea, De outro mundo de luz, indefinido, Serás na Terra o filho incompreendido Do Tormento casado com a Miséria.

2 Viverás na mansão triste, funérea, Do Soluço, do Pranto, do Gemido; Dos prazeres mundanos esquecido, Outro Job pelas chagas da matéria.

3 Serás em toda a Terra o feio aborto Das amarguras e do desconforto, Encarcerado nas sinistras grades;

4 Mas um dia abrirás as portas de ouro E encontrarás o fúlgido tesouro, De benditas e eternas claridades. À Dor

1 Dor, és tu que resgatas, que redimes Os grandes réus, os míseros culpados, Os calcetas dos erros, dos pecados, Que surgem do pretérito de crimes.

2 Sob os teus pulsos, fortes e sublimes Sofri na Terra junto aos condenados, Seres escarnecidos, torturados, Entre as prisões da Lágrima que exprimes!

3 Da perfeição és o sagrado Verbo, Ó portadora do tormento acerbo, Aferidora da Justiça Extrema…

4 Bendita a hora em que me pus à espera De ser, em vez do réprobo que eu era, O missionário dessa Dor suprema! Noutras eras

1 Também marchei pelas estradas flóreas, Cheias de risos e de pedrarias; Onde todas as horas dos meus dias Eram hinos de esplêndidas vitórias.

2 Tive um passado fúlgido de glórias, De maravilhas de ouro e de alegrias, Sem reparar, porém, noutras sombrias Sendas tristes, das dores meritórias.

3 E abusei dos deveres soberanos Sucumbindo aos terríveis desenganos Do destino cruel, fatal e avaro;

4 Para encontrar-me a sós no mesmo horto Que deixara, sem luz e sem conforto, Sentindo as dores desse desamparo. Sofre

1 Toda a dor que na vida padeceres, Todo o fel que tragares, todo o pranto, Ser-te-ão como trevas, e, entretanto, Serás pobre de luz se não sofreres.

2 É que dos sofrimentos nasce o canto De alegria dos mundos e dos seres, Pois que a dor é a saúde dos prazeres, O hino da luz, misterioso e santo.

3 Doma o teu coração, e, no silêncio, Foge à revolta, humilha-o, dobra-o, vence-o, Chorando a mesma dor que o mundo chora;

4 Abre a tua consciência para as luzes E no mundo que o mal encheu de cruzes, Do Bem encontrarás a eterna aurora. Exaltação

1 Harmonias do Som, vibrai nos ares, Nos horizontes, nas atmosferas; Exaltai minhas dores de outras eras, Meus passados, recônditos pesares.

2 Desdobrai-vos luzeiros estelares, Sobre o aroma das novas primaveras; Cantem no mundo todas as quimeras, Aves e flores, amplidões e mares!

3 Vibrai comigo, multidões de seres, Na concretização desses prazeres Do meu sonho de luzes e universos…

4 Exaltai-vos na vida de minhalma, E na grandeza infinda que se espalma Sobre a glória sublime dos meus versos! Vozes

1 Há sobre os prantos, há sobre as humanas Vozes que se lamentam nas torturas, Outras vozes mais doces e mais puras, Como um coro dulcíssimo de hosanas.

2 As primeiras são feitas de amarguras, As segundas, de bênçãos soberanas, Sobre as dores sagradas ou profanas Que pululam nas sendas mais escuras.

3 Sobe da Terra a queixa soluçando, Silenciosa, muda, suplicando, Remontando aos Espaços constelados;

4 Desce dos Céus a voz amiga e mansa, Fortificando a vida da Esperança — Patrimônio dos seres desgraçados. Soneto

1 Nos labirintos dessa eternidade Que nós vivemos luminosa e pura, A alma vive na intérmina procura Do filão de ouro da felicidade.

2 Quanto mais sofre, tanto mais se apura No pensamento excelso da Verdade, Vendo na auréola da Imortalidade A alvorada risonha da ventura.

3 E ao fim de cada noite tormentosa, Que é a existência na prova dolorosa, Canta e vibra num dia de bonança.

4 Em torno da Verdade a alma gravita Buscando a Perfeição pura, infinita, Nessa jornada eterna da Esperança. Glória da dor

1 Para aquém dessas cruzes esquecidas Nas sepulturas ermas e desertas, Há o turbilhão frenético das vidas Sobre as estradas ásperas, incertas…

2 Inda há sânie das úlceras abertas No coração das almas combalidas, Gozadores de outrora entre as refertas Das ilusões que tombam fenecidas.

3 Só uma glória mirífica perdura Concretizando os sonhos da criatura Cheia de crenças e de cicatrizes:

4 É a vitória da Dor que aperfeiçoa, Luminosa e divina, humilde e boa, Glória da Dor, que é pão dos infelizes. Quanta vez

1 Quanta vez eu fitei essas fronteiras, Horizontes, estrelas, firmamentos, Presa de sonhos e estremecimentos De esperança, nas horas derradeiras!…

2 Ah! meus longínquos arrebatamentos, Amarguras e dores e canseiras, Que vos fostes nas lágrimas ligeiras, Como folhas levadas pelos ventos…

3 Quanta vez, abafando os meus soluços, Como o errado viajor que cai de bruços Sobre a íngreme estrada da agonia,

4 Ensináveis-me a ler a bíblia santa Desta vida imortal que se levanta Numa alvorada eterna de alegria! Ide e pregai

1 Vós que tendes as rosas da bonança Enlaçadas na fé mais doce e pura, Ide e pregai, na noite da amargura, O evangelho do amor e da esperança.

2 Toda luz da verdade que se alcança É um reduto de paz firme e segura: Dai dessa paz a toda criatura, Sobre a qual vossa vida já descansa.

3 Espalhai os clarões da vossa crença Na pedregosa estrada dessa imensa Turba de irmãos famintos, torturados!

4 Conduzi a mensagem luminosa Da caridade, lúcida e piedosa, Redentora de todos os pecados. Caridade

1 Caridade é a mão terna e compassiva Que ampara os bons e aos maus ama e perdoa, Misericórdia, a qual para ser boa, De bens paradisíacos se priva.

2 Mão radiosa, que traz a verde oliva Da paz, que acaricia e que abençoa, Voz da eterna verdade que ressoa Por toda a parte, promissora e ativa.

3 A caridade é o símbolo da chave Que abre as portas do céu claro e suave, Das consciências libertas da impureza;

4 É a vibração do Espírito divino, Em seu labor fecundo e peregrino, Manifestando as glórias da Beleza!… Renúncia

1 Renuncia a ti mesmo! Renuncia À mundana e efêmera vaidade: Que em ti sintas a dúlcida piedade Que as desgraças alheias alivia.

2 Do homem, esquece a lúrida maldade, Prosseguindo na estrada luzidia. E denodadamente engendra e cria Teu próprio mundo de felicidade!

3 Parte o teu coração em mil fragmentos, Ofertando-os ao mundo que te odeia Com a bondade mais pródiga e mais pura.

4 Não olvides em meio dos tormentos: — Renunciar em bem da dor alheia, É ter no Além castelos de ventura. Tudo vaidade

1 Na Terra a morte é o trágico resumo De vanglórias, de orgulhos e de raças; Tudo no mundo passa, como passas, Entre as aluviões de cinza e fumo.

2 Todo o sonho carnal vaga sem rumo, Só o diamante do espírito sem jaças Fica indene de todas as desgraças, De que a morte voraz faz seu consumo.

3 Nesse mundo de lutas fratricidas, A vida se alimenta de outras vidas, Num contínuo combate pavoroso;

4 Só a Morte abre a porta das mudanças E concretiza as puras esperanças Nos países seráficos do gozo! Ouvi-me

1 Ó vós que ides marchando, almas sedentas De paz, de amor, de luz, sob as maiores Desventuras do mundo, sob as dores De misérias, batalhas e tormentas…

2 Também senti as emoções violentas Que palpitam nos peitos sonhadores, E sustentei, varado de amargores, Surdas batalhas, rudes e incruentas.

3 Também vivi as lágrimas obscuras, Iguais às vossas, míseras criaturas, Que tombais nos caminhos sem dizê-las!

4 Exultai, que uma vida eterna e grande, Além da morte, esplêndida se expande No coração sublime das estrelas!… Felizes os que têm Deus

1 Entre esse mundo de apodrecimento E a vida de alma livre, de alma pura, Ainda se encontra a imensidade escura Das fronteiras de cinza e esquecimento.

2 Só o pensador que sofre e anda à procura Da verdade e da luz no sentimento, Pode guardar esse deslumbramento Da Fé — fonte de mística ventura.

3 Feliz o que tem Deus nessa batalha Da miséria terrena, que estraçalha Todo o anseio de amor ou de bonança!…

4 Venturoso o que vai por entre as dores Atravessando o oceano de amargores, No bergantim sagrado da Esperança. Glória aos humildes

1 Ai da ambição do mundo, ai da vaidade Que se mergulham sob a noite escura, Noite de dor que além da sepultura Nos afasta da vida e da verdade.

2 Só o caminho divino da humildade Pode ofertar a luz radiosa e pura, Que vem salvar a mísera criatura Confundida no abismo da impiedade.

3 Pobres da Terra, seres infelizes Cheios de prantos e de cicatrizes, Levantai vosso olhar sereno e forte.

4 Não maldigais a ulceração da algema, E esperai a vitória alta e suprema, Que Jesus vos prepara além da morte. Aos trabalhadores do Evangelho

1 Há uma falange de trabalhadores, Espalhada nas sendas do Infinito, Desde as sombras do mundo amargo e aflito Aos Espaços de eternos resplendores.

2 É a caravana de batalhadores Que, no esforço do amor puro e bendito, Rompe algemas de trevas e granito, Aliviando os seres sofredores.

3 Vós que sois, sobre a Terra, os companheiros Dessa falange lúcida de obreiros, Guardai-lhe a sacrossanta claridade;

4 Não vos importe o espinho ingrato e acerbo, Na palavra e nos atos, sede o Verbo De afirmações da Luz e da Verdade. Cruz e Souza [1] Vide nota 2 no final do volume. [É a nota a seguir.] — Este e outros sonetos de Cruz e Souza foram por ele mesmo traduzidos magistralmente em Esperanto, e as traduções ditadas ao médium Francisco Valdomiro Lorenz, que no-las remeteu. Por supormos fato inédito, deixamo-lo aqui registado. Essas traduções mediúnicas de versos em Esperanto foram publicadas em elegante volume, sob o título: Vocoj de poetoj el la Spirita Mondo. As mensagens: Beleza da morte; Aos tristes; À Dor; Se queres; Mensageiro e Tudo vaidade foram publicadas também em 2010 pela editora VL na 3ª Parte do livro “Chico Xavier: O Primeiro Livro” e encontram-se devidamente relacionadas no Anexo A.