Orvalho de Luz · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 17 de 40
Definições/Casimiro Cunha
1 Trabalha constantemente, Se queres ser nobre e forte, O braço estendido à inércia Oculta o favor da sorte.
2 Ama o trabalho singelo Em doces gestos risonhos. Mais valem dois pés servindo Que as asas de muitos sonhos.
3 Se alguém te insulta a ferir-te O anseio de amor e paz, Não lamentes, nem te irrites… Calando-te, vencerás.
4 Ajuda quanto puderes, Espalha a consolação. Ninguém consegue escapar Ao tempo de provação.
5 Em toda e qualquer contenda, Com quem for, seja onde for, Fugindo, discretamente, Serás sempre o vencedor.
6 Muitos “poucos” reunidos Levantam obra esmerada Porque, às vezes, poucos “muitos” Acaba em luta e nada.
7 Vive acima da calúnia Em que a maldade se exprime. Aos olhos tristes da inveja A própria virtude é crime.
8 Fiscaliza as palavrinhas De humilde e pequena brasa, Começa a lavrar o incêndio Que devora toda a casa.
9 Vais bem se atendes ao bem, Quando a dúvida te invade. A prudência vem do Cristo Quando é sócia da bondade.
10 Ante os problemas dos outros Emudece os lábios teus. Em tudo sempre supomos Mas quem sabe é sempre Deus. Casimiro Cunha [1] No original: “de Cristo” — Vide explicação de Allan Kardec sobre a anteposição do artigo à palavra Cristo.