O Espírito da Verdade · Autores diversos. — F. C. Xavier / Waldo Vieira · Chico Xavier

Capítulo 88 de 105

Rogativa do Estômago - André Luiz

Cap. XIII — Item 8.

1. — Sou a porta de sua sustentação.

Conserve-me limpo.

2. — Posso trabalhar com segurança.

Não me incline à desordem.

3. — Muita vez clama você contra a carestia.

E despende somas consideráveis para desajustar-me as funções e conturbar-me os serviços.

4. — Não me encha de excessos.

Carregando peso desnecessário, é possível venhamos a cair hoje mesmo.

5. — Não me faça depósito de condimento demasiado.

Obedecendo às leis orgânicas, transmitirei ao seu próprio sangue os venenos que você me impuser.

6. — Não me dê bebidas alcoólicas.

Se você fizer isso, não garantirei sua própria cabeça.

7. — Rogo a você afastar-me de todo entorpecente, a não ser por ocasião de tratamentos excepcionais. Pequena drágea para repouso inconveniente pode, em verdade, aproximar-nos da morte.

8. — Não desejo e nem posso alimentar-me exclusivamente com recursos celestes. Peço apenas a você discernimento e equilíbrio.

9. — Governe-me contra as sugestões da mesa festiva, mesmo nos mais simples prazeres familiares. Tenho comigo a chave de sua própria harmonia.

10. — Não me diga que morrerá de fome porque não disponha de mesa lauta. Por amor de Deus, não olvide que a maior parte das enfermidades vem do prato abundante e que nós não vivemos para comer, mas comemos simplesmente para viver. André Luiz