O Espírito da Verdade · Autores diversos. — F. C. Xavier / Waldo Vieira · Chico Xavier

Capítulo 27 de 105

No retoque da palavra - André Lui

Cap. XI — Item 7.

1 Seja onde for, não afirme: — “Detesto esse lugar!” Cada criatura vive na terra dos seus credores.

2 Ouvindo a frase infeliz, não grite: — “É um desaforo!” Invigilância alheia pede a nossa vigilância maior.

3 Atravessando a madureza, não se lamente: — “Já estou cansado.” Sintoma de exaustão, vontade enferma.

4 Sentindo a mocidade, não assevere : — “Preciso gozar a vida!” Romagem terrestre não é excursão turística.

5 À frente do amigo endividado, não ameace: — “Hoje ou nunca!” Agora alguém se compromete, amanhã seremos nós.

6 Ao companheiro menos categorizado, não ordene: “Faça isso!” Indelicadeza no trabalho, ditadura ridícula.

7 Perante o doente, não exclame: — “Pobre coitado!” Compaixão desatenta, crueldade indireta.

8 Ao vizinho faltoso, nunca diga: — “Dispenso-lhe a amizade.” Todos somos interdependentes.

9 Sob o clima da provação, não se queixe: — “Não suporto mais!” O fardo do espírito gravita na órbita das suas forças.

10 No cumprimento do dever, não clame : — “Estou sozinho.” Ninguém vive desamparado.

11 Colhido pelo desapontamento, não reclame : — “Que azar!” A Lei Divina não chancela imprevistos.

12 À face do ideal, não se lastime: — “Ninguém me ajuda.” No Espiritismo temos responsabilidade pessoal com o Cristo. André Luiz