O Espírito da Verdade · Autores diversos. — F. C. Xavier / Waldo Vieira · Chico Xavier

Capítulo 11 de 105

Avisos da Criação - André Luiz

Cap. III — Item 19.

1 A Presença Divina constitui verdade perene.

Até o silêncio da pedra fala em Deus.

2 O Universo repousa na disciplina.

O labirinto da selva revela ordem em cada pormenor.

3 Em a Natureza, tudo pede compreensão e respeito.

O deserto é o cadáver do mar.

4 Há sabedoria em todas as coisas.

Embora sem tato, a trepadeira sabe encontrar apoio; não obstante sem visão, o girassol descobre sempre o astro rei.

5 Em tudo existe a feição boa.

As nuvens mais sombrias refletem a luz solar.

6 Eternidade significa aprimoramento contínuo de repetições.

Sem recapitular movimentos, a Terra desagregar-se-ia.

7 A fé construtiva não teme a adversidade.

O penhasco no dilúvio é ponto de segurança.

8 A obediência não dispensa a firmeza.

Humilhada e submissa, a água se amolda a qualquer recipiente, mas, resoluta e perseverante, atravessa o rochedo.

9 Toda empresa solicita cultura e prática.

Inexperiente, o homem vivo naufraga no bojo das águas; adaptado, o lenho morto navega na superfície do mar.

10 O aspecto exterior nem sempre denuncia a realidade.

O vento, supostamente vadio, trabalha na função de cupido das flores.

11 Volume não expressa valor.

Apesar de pequenina, a semente é gota de vida.

12 A palavra feliz constrói invariavelmente.

Na linguagem do pássaro, todo som faz melodia.

13 Valor e humildade são expressões de inteligência sublime.

Se o cume mais alto recebe a chuva em primeiro lugar, o vale mais baixo recolhe, ao fim, a maior parte da água.

14 Para revelar-se, o bem não exige trombeta.

Conquanto invisível, a onda de perfume, muita vez, nutre e refaz.

15 No campo da evolução, a paz é conquista inevitável da criatura.

A escarpa de hoje será planície amanhã.

André Luiz