Mais vida · Autores diversos. — F. C. Xavier / Euríclides Formiga · Chico Xavier
Capítulo 18 de 20
Variações da mediunidade - Leandro Gomes de Barros
1 Médium de muita cultura Que vive de lero-lero Ou fica em zero de estaca Ou retorna à estaca zero.
2 Mediunidade, a rigor, Sobre a Terra, onde se estira, É um talento que o Senhor Empresta, aumenta ou retira.
3 Médium que deixa o serviço, Falando em luta na estrada, Entra em novo compromisso E acha luta mais pesada.
4 Muito médium que começa Estourando fantasias Acaba sempre em promessa Na brasa de poucos dias.
5 De minha longa jornada Tenho esta nota do bem: Mediunidade guardada Não auxilia a ninguém.
6 O médium desenvolvido Largando o arado que é seu, Deixa o mundo, antes da hora, No tempo que recebeu.
7 O médium que anda à-toa E de si próprio envaideça Pode ser boa pessoa Mas tem mosca na cabeça.
8 Médium que sempre duvida Vacilando a vida inteira Parece gangorra viva Na folha da bananeira.
9 Médium que nunca se apronta Para servir por amor, Um dia, fica por conta De Espírito obsessor.
10 O médium sem disciplina Que vive sempre em recreio Tem pinta de caminhão Quando está no desenfreio.
11 Grandes médiuns que conheço Ao defini-los, não erro, São cofres fartos de ouro Com grandes trancas de ferro.
12 No intercâmbio entre os dois mundos, Médium que não se degrade Parece uma vela acesa Nas sombras Humanidade. Leandro Gomes de Barros [1] O título entre parênteses é o mesmo da mensagem original. Vide nota de rodapé do capítulo 8 do livro Pétalas da primavera.