Mediunidade e sintonia · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 9 de 21

Unidos sempre

1 COMPANHEIROS!

Estamos engajados na construção espiritual da Era Nova.

2 Convençamo-nos, porém, de que o trabalho é muito mais amplo na intimidade de nós mesmos, do que no plano externo da ação a desenvolver.

3 Educar-nos para educar.

4 Ensinar, a fim de que aprendamos.

5 Auxiliar para sermos auxiliados.

6 Honrar a cultura da inteligência com o burilamento do coração.

7 A obra é de todos. Cada qual de nós, entretanto, está situado em tarefa diferente.

8 Imperioso estudar, de modo a conhecer-nos, e conhecer-nos para identificar o que se nos faz necessário.

9 Ninguém dispõe da luz que não acendeu em si mesmo, no entanto, nenhum de nós está desvalido de recursos, a fim de se iluminar.

10 Aceitar-nos tais quais somos, de maneira a servirmos com a realidade que nos é própria e aceitar os outros na condição que os assinala.

11 Reconhecer que não nos encontramos num torneio de triunfos angélicos e sim numa concorrência benéfica, à procura de conquistas humanas.

12 Sejamos hoje melhores do que ontem.

Não nos detenhamos na impossibilidade de oferecer prodígios de grandeza de um instante para outro, mas não busquemos interromper a empreitada de redenção e de amor a que nos empenhamos.

13 Nunca desconsiderar a ninguém.

Observar que os outros, perante Deus, são portadores de mensagem determinada, qual sucede a nós mesmos.

14 Se caímos pelo fascínio da ilusão, é imperioso reerguer-nos, voluntariamente, tão depressa quanto se nos faça possível, com os valores da experiência.

15 Saber que tentação é sinônimo de passado.

“Aqui” e “agora” são posições de espaço e tempo em que a Divina Providência nos permite plantar e replantar o futuro e o destino.

16 Ante a dificuldade — servir.

17 Diante da incompreensão — servir mais.

18 Do trabalho nasce a luz para o caminho.

19 Da caridade surge a solução essencial para todos os problemas.

20 Oração e atividade.

Crer e construir.

21 Entender que nos achamos convidados pelo Cristo de Deus, através de Allan Kardec, para compreender auxiliando e renovar amando e iluminando, instruindo e abençoando na edificação do Mundo Novo.

22 Somos livres por dentro de nós, na escolha de decisões e diretrizes; 23 servos da disciplina, no campo exterior de nossas realizações, sustentando a segurança que devemos à harmonia do próximo; 24 lidadores do bem comum, através de obrigações formadas em estruturas diversas para cada um de nós; 25 e cultivadores da Verdade sob o compromisso de melhorar-nos em serviço constante.

26 E acima de tudo, unidos sempre.

Assim venceremos.

Emmanuel