Mediunidade e sintonia · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 16 de 21

No bem, hoje e sempre

1 SE aspiras, efetivamente, a colaborar na construção do Reino Divino sobre a Terra, não solenizes o mal, para que o bem germine e se estenda ao grande campo da vida.

2 Ante as pedras da incompreensão, não renuncies ao arado sacrificial da tolerância, para que os calhaus da crueldade se convertam em alicerces da edificação espiritual a que te empenhas.

3 Nos espinheiros da perseguição gratuita, não te afastes da paciência, a fim de que os ingredientes da prova, pouco a pouco, se façam adubo da plantação de valores imperecíveis da alma a que te dedicas.

4 Não interpretes ninguém por inimigo.

Quando os adversários não se nos revelam por instrutores, são enfermos necessitados de amparo e entendimento.

5 Em toda parte, seremos defrontados por aqueles que realmente não nos conhecem e que, em nos julgando pelas impressões superficiais ou pelos pareceres de oitiva, se transformam em instrumentos de nossas dificuldades.

6 Aparecem, por vezes, na posição de companheiros que nos reclamam demonstrações de heroísmo ou de santidade que eles mesmos ainda não possuem; 7 ou na forma de censores que nos reprovam a presença e o trabalho sem cogitar do objetivo de nossas manifestações.

8 Recebamo-los todos com serenidade e amor, e continuemos a tarefa da boa vontade, na certeza de que o tempo falará por nós, hoje, amanhã e sempre.

9 Toda a vez que o mal te procure, veste a couraça do bem e auxilia-o a renovar-se em experiência edificante.

10 Não recalcitres.

Imagina se Jesus tivesse adotado a reação da dignidade ferida!

O apelo à justiça teria apagado o esplendor da Boa Nova; no entanto, o silêncio e o sacrifício do Mestre Divino, ainda hoje, como ontem e qual ocorrerá no futuro, suscita o aprendizado e a sublimação da Humanidade inteira. Emmanuel