Mais perto · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 22 de 29

A chave bendita

1 Efetivamente, muitos são os problemas que nos assediam a existência. Dificuldades que não se esperam, tribulações que nos espancam mentalmente de imprevisto, sofrimentos que se instalam conosco sem que lhes possamos calcular a duração, desajustes que valem por dolorosos constrangimentos.

2 Se aspiras a obter solução adequada às provas que te firam, não te guies pela rota do desespero.

3 Tens contigo uma chave bendita, — a chave da humildade, cunhada no metal puro da paciência.

4 Perante quaisquer tropeços da estrada, usa semelhante talento do espírito e alcançarás para logo a equação de harmonia e segurança a que pretendes chegar.

5 Nada perderás, deixando fale alguém com mais autoridade do que aquela de que porventura disponhas;

6 nunca te diminuirás por desistir de uma contenda desnecessária;

7 em cousa alguma te prejudicarás abraçando o silêncio de conceitos deprimentes que te sejam desfechados;

8 não sofrerás prejuízo em te calando nessa ou naquela questão que diga respeito exclusivamente às tuas conveniências e interesses pessoais;

9 grandes lucros no campo íntimo te advirão da serenidade ou da complacência com que aceites desprestígio ou preterição;

10 jamais te arrependerás de abençoar ao invés de reclamar, ainda mesmo em ocorrências que te amarguem as horas;

11 e a simpatia vibrará sempre em teu favor, toda vez que cedas de ti mesmo, a benefício dos outros.

12 Efetuemos os investimentos valiosos de paz e felicidade, suscetíveis de serem capitalizados por nós, através dos pequeninos gestos de tolerância e bondade e o programa de trabalho a que a vida nos indique ganhará absoluta eficiência de execução.

13 Seja na vida particular ou portas a dentro de casa, no grupo de serviço a que te vinculas ou na grande esfera social em que se te decorre a existência, sempre que te vejas à beira do ressentimento ou revide, rebeldia ou desânimo, nunca te entregues à irritação: Tenta a humildade. Emmanuel [1] Essa mensagem foi publicada originalmente em 1972 pelo IDE e é a 17ª lição do livro “Mãos Unidas.” — Esse capítulo foi restaurado: Texto do livro impresso.