Mensagem do pequeno morto · Carlos por Neio Lúcio · Chico Xavier

Capítulo 21 de 21

Conclusões

1 Agora, meu irmão, que devo encerrar esta carta, envio a você um abraço afetuoso, esperando que minha experiência possa ser útil ao seu coração.

2 Não se julgue, dentro da vida, como alguém que nunca prestará contas dos atos mais íntimos.

Tudo o que praticamos, Dirceu, permanece gravado no livro da consciência.

3 O bem é a sementeira da luz, portadora de colheitas sublimes de alegria e paz, enquanto que o mal nos enegrece o espírito, como tinta escura que mancha os alvos cadernos escolares.

4 Ouça a palavra esclarecedora de nossos pais, os primeiros amigos que a Bondade Divina colocou às portas de nossa vida terrestre, e nunca despreze os bons conselhos recebidos. A nossa natureza, quase sempre, reclama ternura e compreensão dos que nos cercam, mas a nossa necessidade de preparação espiritual exige luta e contrariedade.

5 Nem sempre aprendemos o necessário, recebendo demasiadas carícias. Por isso mesmo, na maioria das ocasiões, precisamos do socorro de advertências mais fortes. Não seja, pois, rebelde à orientação do lar.

6 Em suma, Dirceu, seja bondoso, fraterno, aplicado ao estudo e ao trabalho. Conserve amizade sincera aos livros. Faça-se amigo prestimoso de todas as pessoas, ainda quando não possa você ser compreendido imediatamente por elas.

7 Não descreia da boa semente, embora a germinação se faça tardia.

8 Não maltrate nem persiga os animais úteis ou inofensivos. É muito lamentável a atitude de todos aqueles que convertem a vida terrena num instrumento de perturbação e destruição para os mais fracos.

9 Seja bom, Dirceu, profundamente bom, verdadeiro e leal. E creia que todos os seus atos nobres serão largamente recompensados.

10 Agora, meu querido irmão, devo terminar.

11 Beije por mim a mamãe e o papai. Estou certo de que um dia nos reuniremos, de novo, no Grande e Abençoado Lar, sem lágrimas e sem morte.

12 Até lá, conservemos, acima de todas as dores e incertezas, nossa fé viva em Deus e a nossa suprema esperança no destino.

13 Adeus.

Receba muitas saudades do seu afetuoso — Carlos.

Neio Lúcio FIM Prece

1 Meu Senhor, Sábio dos sábios, Pai de toda a Criação, Põe a doçura em meus lábios E a fé no meu coração.

2 Sol de amor que me conduz, Na vida em que me agasalho, Enche os meus olhos de luz E as minhas mãos de trabalho.

3 Dá-me forças no caminho, Para lutar e vencer, Transformando todo espinho Em flores do meu dever.

4 Pai, não Te esqueças de mim, Nas bênçãos da compaixão, Guarda-me em Teu coração De paz e de amor sem fim.

João de Deus