Mãos marcadas · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 9 de 42

Tudo claro - Antônio Americano do Brasil

1 Depois da morte, não é o espetáculo grandiloquente dos mundos que te assombrará o Espírito redivivo.

2 Por mais que se deslumbre a criança num palácio de maravilhas, não se verá exonerada da imposição do crescimento.

3 Tudo é sequência nos trilhos do Universo…

Não terás a maior revelação na luz de Sírio ou na paisagem de Júpiter…

4 A surpresa estarrecedora flui de nós mesmos:

Na contemplação do que fomos e somos…

Sem subterfúgios…

Sem máscaras…

Sem mentiras…

Tudo lógico, tudo vivo, tudo claro.

5 Enquanto nos sobrepuja a natureza animal, nossa mente rasteja na argila vil, e, em razão disto, havemos de sujeitar-nos a iteradas experiências no campo físico, em obediência às leis que presidem a vida vegetativa.

6 Quando, porém, a existência nos propicia o ensinamento superior, por se nos ter a tal ponto modificado a estrutura anímica, enceta-se o domínio do nosso Espírito na ordem evolutiva, começa a vibrar nosso pensamento em onda de frequência já mensurável, e nossa mente, cada vez com maiores responsabilidades, projeta-se em linhas de força de nitidez crescente.

7 As emissões do presente aclaram-nos o pretérito, que, então, pode ser fotografado num segundo.

Através do hoje, ressurge o ontem…

8 A existência no corpo de carne é a chapa negativa.

A morte é o banho revelador da verdade, porque a vida espiritual é a demonstração positiva da alma eterna.

9 Se inutilmente recebemos a lição renovadora do amor, com possibilidades inúmeras para a execução dos desígnios do Senhor entre as criaturas, retendo, em vão, os dons celestes do conhecimento, então, ai de nós! Porque a justiça nos pedirá contas…

Porque a fé nos arguirá…

E porque a realidade nos falará duramente…

10 Não olvides que em nós mesmos reside a luz imperecedoura que em nosso caminho fará tudo claro, quando a nossa consciência, já esclarecida e responsável, se vê desnuda pelo sopro da desencarnação… Antônio Americano do Brasil [1] Essa mensagem foi publicada originalmente em 1951 pela FEB e é a 35ª lição do livro “Falando à Terra.” — Esse capítulo foi restaurado: Texto do livro impresso.