Mentores e seareiros · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 4 de 21

Perdão e progresso - Emmanuel

1 O progresso é realmente a vitória do perdão.

2 Podemos, assim, defini-lo como sendo a sinfonia do trabalho em que milhões de vidas renunciam a si próprias, a fim de que a evolução prevaleça, em toda parte, gloriosa e sublime.

3 É possível averiguar a exatidão de nossa assertiva na própria casa que nos serve de templo às aspirações.

4 Não fosse o retraimento da pedra que se oculta, resignada, não se equilibraria o edifício nos alicerces.

5 Não fosse a humildade da argila que cede aos propósitos do oleiro e não poderíamos contar com o tijolo simples, sustentando as paredes acolhedoras.

6 Não fosse o minério que sabe morrer na forja ardente e não disporíamos da férrea argamassa ao cimento bem posto.

7 E não fosse a obediência da madeira, exilada do ninho verde que lhe é próprio, e não conseguiríamos os recursos que nos sustentam o teto.

8 Todas as obras úteis, por mais singelas, requisitam o perdão na base em que se levantam.

Não te confies, desse modo, às sombras do antagonismo e ao fel da aversão.

9 Recebe os adversários da própria senda à feição de valores que te renovam.

10 Aceita-lhes a cólera ou a perseguição inesperada, como serviços gratuitos ao teu próprio engrandecimento, de vez que das anotações que te enderecem, retirarás sempre valiosas lições, objetivando-te o aprimoramento e a paz, a elevação e a alegria.

11 Aprende a sorrir para a dificuldade, envolvendo aqueles que a provocam em tua mensagem de simpatia.

12 Observa a ignorância onde muitas vezes te parece surpreender a perversidade e repara a miséria onde, em muitas ocasiões, acreditas encontrar as trevas do crime e, socorrendo uma e outra, com os teus gestos de compreensão e de amor, edificarás sobre os elementos, aparentemente contrários à tua felicidade, o abençoado caminho de tua grande ascensão. Emmanuel