Lira imortal · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 41 de 62

Versos aos sofredores - Casimiro de Abreu

1 Pudesse agora arrancar-vos Do terreno sorvedouro E abrir-vos os salões de ouro Dos cimos da Criação… Conduzindo-vos aos prados De flores da Imensidade, Onde eterna claridade Nos conduz à Perfeição;

2 Ó rutilâncias sublimes Da vida risonha e pura, Altar de doce ventura, Luminoso rosicler, No qual a paz e o amor Fazem eterna aliança, Onde um halo de esperança É a vida de todo o ser;

3 Ó madrugadas brilhantes, Luares opalescentes. Sobre estradas resplendentes Nos jaspes da imensidão, Ó panoramas divinos, Lindos quadros luminosos, Manhãs de riso e de gozos Da Terra da Promissão;

4 Que luzes maravilhosas Sobre etéreos alabastros, Sóis, estrelas, mundos, astros Na vida superior, Toda a música da Terra Não se iguala à melodia Da sacrossanta harmonia Que se desprende do Amor;

5 Quisera, pois, arrancar-vos De tanta noite obscura, Mas agora na amargura Faz-se mister que sofrais; Depois, porém dessas dores, Sentir-vos-eis nos espaços, Acalentados nos braços Do mais sublime dos pais. Casimiro de Abreu