Lira imortal · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 27 de 62
Visão dos Espaços - Augusto dos Anjos
1 Vastidões de beleza intraduzível, Fulgurações entre cósmicos flagelos, Ideações de fúlgidos castelos Onde mora a Beleza Indefinível.
2 Ansiedades trágicas, supremas, Na formação das grandes nebulosas… Transubstanciações misteriosas Gerando os organismos dos sistemas.
3 Focos de potentíssima atração Às moléculas e átomos dispersos, Nos elementos de elaboração De grandiosos e lindos universos.
4 Luminosas esteiras de cometas, Formosos em elipses prolongadas, Graciosas figuras de planetas Emergindo das cósmicas camadas.
5 Meteoros celestes, deslumbrantes, Nas excelsas alturas transcendentes, Onde vibram os sóis incandescentes, Asteróides e estrelas fulgurantes.
6 Intensidade bela de harmonias Que agora sinto, vejo e que percebo, Grandiosidades do que eu não concebo Nos apogeus das hiperestesias.
7 E, sobretudo, emanam das esferas Os equilíbrios das imensidades, O eterno canto de sublimidades, Clarões de luzes nas atmosferas…
8 Sobre todas as coisas assombrosas, Fluidos e criações de pensamentos, Todas as maravilhas e portentos, Há uma luz entre as luzes mais radiosas.
9 É o clarão poderoso, indestrutível, Que vem das profundezas do passado À luz de Deus, à força do Incriado Na exteriorização indescritível. Augusto dos Anjos [1] Este poema foi publicado também em 2010 pela editora VL e é a 21ª lição da 3ª parte do livro: “Chico Xavier: O Primeiro Livro.”