Livro da Esperança · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 88 de 92

Ante a mediunidade

“… Dai gratuitamente o que gratuitamente recebestes.” — JESUS — Mateus, 10.8.

“Procure, pois, aquele que carece do que viver, recursos em qualquer parte, menos na mediunidade; não lhe consagre, se assim for preciso, senão o tempo de que materialmente possa dispor. Os Espíritos lhe levarão um conta o devotamento e os sacrifícios, ao passo que se afastam dos que esperam fazer deles uma escada por onde subam.” — Cap. XXVI, 10

1 Mediunidade na bênção do auxílio é semelhante à luz em louvor do bem.

2 Toda luz é providencial.

Toda mediunidade é importante.

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3 Reflitamos na divina missão da luz, a expressar-se de maneiras diversas.

4 Temo-la no alto de torres, mostrando rota segura aos navegantes; 5 nos postes da via pública, a benefício de todos; 6 no recinto doméstico, em uso particular; 7 nos sinais de trânsito, prevenindo desastres; 8 nos educandários, garantindo a instrução; 9 nas enfermarias em socorro aos doentes; 10 nas lanternas humildes, que ajudam o viajor, à distância do lar; 11 nas câmaras do subsolo, alentando o operário suarento, na conquista do pão…

12 Todo núcleo de energia luminosa se caracteriza por utilidade específica.

Nenhum deles ineficiente, nenhum desprezível.

13 A vela bruxuleante que salva um barco, posto à matroca, é tão indispensável quanto o lustre aristocrático que se erige na escola, no amparo às inteligências transviadas na ignorância.

14 A candeia frágil que indica as letras de um livro, numa choça esquecida no campo, é irmã do foco vigoroso que assegura o êxito do salão cultural.

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15 No que tange à luz, o espetáculo é acessório.

Vale o proveito.

16 Em matéria de mediunidade, o fenômeno é suplemento.

Importa o serviço.

17 Em qualquer tarefa das boas obras, deixa, pois, que a mediunidade te brilhe nas mãos.

18 Entre a lâmpada apagada e a força das trevas não há diferença.

Emmanuel