Livro da Esperança · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 75 de 92

Ler e estudar

“… Muitos virão em meu nome dizendo: “eu sou o Cristo”, e enganarão a muitos.” — JESUS — Mateus, 24.5.

“Desconfiai dos falsos profetas.” — Cap. XXI, 9

1 Ler, sim, e ler sempre, mas saber o que lemos.

2 Isso é o mesmo que reconhecer o impositivo da alimentação física, na qual, todas as criaturas de bom-senso, atendam à seleção necessária.

3 Ninguém adquire gêneros deteriorados para a formação dos pratos que consome.

Pessoa alguma compra pastéis de lodo para serviço à mesa.

*

4 Estudar, sim, e estudar sempre, mas saber o que estudamos.

5 Isso é o mesmo que reconhecer o impositivo da instrução, na qual todas as criaturas de bom-senso atendem ao critério preciso.

6 Ninguém adquire páginas dissolutas para fortalecer o caráter.

Pessoa alguma compra gravuras pornográficas para conhecer o alfabeto.

*

7 O homem filtra a água, efetua os prodígios da assepsia, imuniza produtos do mercado popular e vacina-se contra moléstias contagiosas, no entanto, por mais levante os princípios de controle da imprensa, encontra, a cada passo, reportagens sanguinolentas e livros enfermiços, nos quais o vício e a criminalidade, frequentemente, comparecem disfarçados em belas palavras, semelhando cristais de alto preço, carreando veneno. *

8 Assevera o apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos Tessalonicenses: “examinai tudo e retende o bem.”

9 A sábia sentença, decerto, menciona tudo o que pode e deve ser geralmente anotado, de vez que o meio microbiano, para efeitos científicos, se reserva ao exame de técnicos que, aliás, o fazem, munidos de luva conveniente.

10 Leiamos e estudemos, sim, quanto nos seja possível, honrando o trabalho dos escritores de pensamento limpo e nobre que nos restaurem as forças e nos amparem a vida, mas evitemos as páginas em que a loucura e a delinquência se estampam, muitas vezes, através de alucinações fraseológicas de superfície deleitosa e brilhante, porquanto, buscar-lhes o convívio equivale a pagar corrosivo mental ou perder tempo. Emmanuel (Reformador, maio de 1963, p. 115)