Linha duzentos · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 19 de 21

Caridade-atitude

1 Caridade que se expresse tão somente na cessão do supérfluo pode facilmente induzir-nos à vaidade.

2 Não é difícil dar o que retemos, no entanto, a virtude genuína pede a doação de nós mesmos, através do que temos e do que somos.

3 Em razão disso, é preciso não esquecer que a caridade é também e acima de qualquer circunstância, o sentimento que nos rege a atitude.

4 No templo doméstico, é compreensão e gentileza.

5 Em família, é cooperação desinteressada e fraterna.

6 Na profissão, é a honestidade.

7 No trabalho, é o dever bem cumprido.

8 Na dor, é fortaleza.

9 Na alegria, é temperança.

10 Na saúde, é a presença útil.

11 Na enfermidade, é a paciência.

12 Na abastança, é o serviço a todos.

13 Na pobreza, é diligência.

14 Na direção, é a respeitabilidade.

15 Na obediência, é humildade digna.

16 Entre amigos, é a confiança.

17 Entre adversários, é perdão das ofensas.

18 Entre os fortes, é o socorro aos mais fracos.

19 Entre os bons, é o auxílio aos menos bons.

20 Na cultura, é o amparo à ignorância.

21 No poder, é a autoridade sem abuso.

22 Em sociedade, é o apoio fraterno que devemos uns aos outros.

23 Na vida privada, é a conduta reta ante o próprio julgamento.

24 Não vale espalhar um tesouro amoedado com as vítimas de penúria, alimentando o ódio e a incompreensão, a revolta e o pessimismo nas almas.

25 Aceitemos a experiência que o Senhor nos reserva cada dia, fazendo o melhor ao nosso alcance.

26 Seja a nossa tarefa um cântico de paz e esperança, eficiência e alegria, onde estivermos.

27 E recebendo o divino dom de pensar e entender, irradiando os mais belos ideais que nos enriquecem a vida, em forma de serviço aos semelhantes, a caridade será, em nossos corações, a luz constante clareando, desde as sombras da Terra, os mais remotos horizontes de nosso luminoso porvir. Emmanuel [1] No livro impresso: “Não trabalho,”