Luz bendita · Emmanuel. — Depoimentos diversos · Chico Xavier

Capítulo 74 de 104

Silvia Alessandri Monteiro de Castro

Professora de Didática Geral da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás.

“Fazei isso em memória de mim”… Mudando o calendário da história apareceu no planeta, Jesus — o Cristo. Sintetizou a sabedoria de seus ensinamentos na frase “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. As almas sensíveis às belezas do Evangelho tentam “Não sou eu quem vive, é o Cristo que vive em mim” — escreveu o Apóstolo Paulo. A vida de Chico Xavier é a exemplificação do pensamento de Paulo. Colocando-se no posto de trabalho, divide o tempo ora psicografando as mensagens do Além, com o atestam as cento e quarenta e seis obras publicadas, ora Consolando, inspirando, enxugando lágrimas ou norteando vidas. Seu campo de trabalho é um barracão humilde colocado à beira da estrada. Ali aportam amigos, admiradores e sofredores de todas as partes do Brasil e do mundo. Alguém chega com o coração trespassado de dor pela morte de um filho, de um parente, ou de uma pessoa querida.

Os dramas os mais variados são segredados a seus ouvidos. Escutando pacientemente, deixa sair da sinceridade de seu coração uma palavra, um sorriso, um gesto amigo. O milagre se opera. Os corações se desanuviam, a compreensão desponta e uma nova dimensão aparece na vida do consultante.

Qual o segredo, qual o milagre dessa energia irradiadora de paz e libertação? Poderíamos dizer que a Força Crística obtida à custa de anos e anos de dedicação à causa do Evangelho, responde a pergunta levantada.

Renúncia, dedicação, humildade e fé são atributos de seu espírito, burilado através de múltiplas existências. Escolhendo o celibatanismo voluntário faz da humanidade a sua família.

Nada exige, tudo dá. Testemunha seu amor a Deus servindo ao próximo.

Que o Mestre o ampare, ilumine e o abençoe.” (O Popular — Goiânia — 26.6.1977)