Janela para a vida · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 21 de 24

Mensagem de Maria Lúcia Pedrosa

Vamos ilustrar a afirmativa com exemplos. Na sessão mediúnica de 17/11/1978, no “Grupo Espírita da Prece”, o médium Xavier, como vem fazendo há mais de meio século, psicografou a seguinte e significativa mensagem consoladora endereçada ao Gen. Ilcon da Cunha Cavalcanti, presente à reunião, por sua esposa Marina Lúcia Pedroza, falecida em 1976.

1 Ilcon, meu filho, Deus nos abençoe.

2 Creio não precisar dizer que prosseguimos juntos. Não é fácil estampar o coração de companheira no papel em que o próprio coração me induz a escrever com lágrimas de alegria. Há muito tempo venho conservando o propósito de trazer ao seu carinho a resposta do meu amor que ambos cultivamos no mundo com a presença de Deus. Peço a você que não chore tanto em nossas conversações do silêncio.

3 Quanto posso, volto à nossa moradia para ouvir seus sentimentos que são igualmente os meus. Escuto quando me diz a sua ternura fitando nossas relíquias, como se eu não estivesse presente, e volto a experimentar o anseio de aliviar a sua cabeça fatigada de pensar. Querido meu, a morte é uma cortina de sombra que simplesmente oculta uma luz maior do que esta, a que nossos olhos se habituam na Terra.

4 Quanto puder, conserve a nossa alegria no coração. Há tanto a fazer pelos outros que é necessário esquecer-nos para que a saudade não se faça um agente negativo em nossas vidas entrelaçadas. Filho meu, você sabe que a sua esposa se reconhece, agora muito mais que antigamente, por sua tutora ou mãezinha espiritual.

5 Quando a tristeza surgir, lembre-me ao seu lado. E creia que estarei na mesma posição dos dias que se foram para voltar a nós dois em espírito. Dê-me a sua cabeça para o repouso. Saberei contar a você, de novo, as minhas histórias da infância, as brincadeiras da Diana, a severidade da mamãe Dalila, as descrições das dificuldades que o tempo desfez e acabarei cantando para você dormir nossas cantigas de ninar:

6 “Boi da cara preta Pega esse menino Que tem medo de careta.”

7 “Sapo gururu Da beira do rio Vem buscar este menino Que não quer dormir.”