Justiça divina · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 62 de 83

Céu e Inferno

Reunião pública de 22-9-1961.

1ª Parte — Cap. VII, Item 3 — § 5.

1 Em matéria de prêmio e castigo, a se definirem por céu e inferno, suponhamo-nos à frente de um pai amoroso, mas justo, dividindo a sua propriedade entre os filhos, aos quais se associa, abnegado, para que todos eles se prestigiem e cresçam, de maneira a lhe desfrutarem os bens totais.

2 O genitor, compassivo e reto, concede aos filhos, em regime de gratuidade, todos os recursos da fazenda Divina:

3 a vestimenta do corpo;

4 a energia vital;

5 a terra fecunda;

6 o ar nutriente;

7 a defesa do monte;

8 o refúgio do vale;

9 as águas circulantes;

10 as fontes suspensas;

11 a submissão dos vários reinos da natureza;

12 a organização da família;

13 os fundamentos do lar;

14 a proteção das leis;

15 os tesouros da escola;

16 a luz do raciocínio;

17 as riquezas do sentimento;

18 os prodígios da afeição;

19 os valores da experiência;

20 a possibilidade de servir…

21 Os filhos recebem tudo isso, mecanicamente, sem que se lhes reclame esforço algum, e o pai apenas lhes pede para que se aprimorem, pelo dever nobremente cumprido, e se consagrem ao bem de todos, através do trabalho que lhes valorizará o tempo e a vida.

22 Nessa imagem, simples embora, encontramos alguma notícia da magnanimidade do Criador para nós outros, as criaturas.

23 Fácil, assim, perceber que, com tantos favores, concessões e doações, facilidades e vantagens, entremeados de bênçãos, suprimentos, auxílios, empréstimos e moratórias, o Céu começará, sempre em nós mesmos e o inferno tem o tamanho da rebeldia de cada um. Emmanuel