Justiça divina · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 5 de 83

Virtude solitária

Reunião pública de 30-1-1961.

1ª Parte — Cap. III — Item 8.

1 Há quem deseje tranquilidade ideal na Terra, com a pretensão de fugir ao erro.

2 Casa branca no aclive da serra, com o vale rente.

3 Fontes claras, correndo perto, e jardim florido.

4 Clima doce e perfume da natureza.

5 Nenhum aborrecimento.

Nenhum cuidado.

6 Falta alguma.

Problema algum.

7 Solidão saborosa em que o morador consiga estirar-se, inerte, em poltronas e redes.

8 No entanto, é no trato da luta que as forças se enrijam e as qualidades se aperfeiçoam.

9 Considerando-se que o mal é a experiência inferior nos quadros da experiência mais nobre, é no serviço do amparo mútuo e da tolerância recíproca que havemos de transformá-lo em bem duradouro, como se tomássemos as nossas próprias sombras de ontem para convertê-las na luz de hoje.

10 Livres, estamos interligados perante a Lei, para fazer o melhor, e, escravizados aos compromissos expiatórios, estaremos acorrentados, uns aos outros, no instituto da reencarnação, segundo a Lei, para anular o pior que já foi feito por nós mesmos, nas existências passadas.

11 Ninguém progride sem alguém.

12 Abençoemos, assim, as provações que nos abençoam.

13 Trabalho é ascensão.

14 Dor é burilamento.

15 Toda adversidade avisa, 16 todo sofrimento instrui, 17 todo pranto lava, 18 toda dificuldade esclarece 19 e toda crise seleciona.

20 Virtude solitária é pão na vitrine.

21 Competência no palanque é usura da alma.

22 Todos somos alunos na escola da vida.

E ninguém consegue aprender, sem dar a lição.

Emmanuel