Instrumentos do tempo · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 26 de 41

Caridade do esquecimento

1 Não olvides a caridade do esquecimento de todo mal.

Nela reside a força progressiva do bem.

2 Dissabores revividos são espinhos bem cultivados.

3 Diariamente, é possível exercê-la, porque o cipoal dos desgostos de toda sorte nasce também de sementes minúsculas.

4 A benefício da paz, não te fixes nas pequenas desarmonias que te rodeiam.

5 Esquece o erro do vizinho.

6 O mau temperamento do próximo.

7 A irritação do companheiro.

8 A ingratidão da parentela.

9 A intriga sutil.

10 A palavra maldosa.

11 A frase contundente.

12 A resposta impensada dos outros.

13 A saudação não respondida.

14 A ilusão dos que te seguem.

15 A irreflexão de alguns ou de muitos.

16 A ignorância do associado de luta.

17 A atitude do irmão, em desacordo com a tua.

18 A opinião diferente da que adotas.

19 A cicatriz ou a ferida dos semelhantes.

20 A infelicidade do companheiro inseguro.

21 A observação injuriosa que procura ferir-te a dignidade pessoal.

22 A incompreensão do meio a que serves.

23 A dificuldade e o obstáculo que se apresentam por abençoadas provas à tua fortaleza moral ou à tua boa vontade.

24 Lembra-te do auxílio simples do esquecimento da sombra que se interpõe entre o nosso espírito e a realidade.

25 Abre o coração à Luz e adianta-te, olvidando as trevas da jornada.

26 Quem recebe a dádiva da luta na condição de um tesouro por engrandecer e aperfeiçoar, realmente encontrou para a própria felicidade, o verdadeiro caminho do Céu. Emmanuel