Hora certa · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 7 de 21

Assunto de perfeição

1 “Sede perfeitos, qual o nosso Pai Celestial.”

2 Essa afirmativa de Jesus, evidentemente correta diante da vida, nos impele a reconhecer que o Divino Mestre nos endereça o convite à perfeição, mas não estabelece data certa para o evento sublime.

3 Necessitamos, no entanto, observar que nós outros, inteligências em evolução, estamos na Terra na condição de Espíritos encarnados ou ainda vinculados ao planeta, na posição de Espíritos desencarnados, caminhando entre o nascer e o renascer, a fim de alcançarmos o celeste objetivo.

4 Matriculados no Orbe Terrestre, através dos séculos, nele dispomos da escola precisa ao nosso burilamento.

5 Para isso, a Divina Providência, mobilizando vários canais de manifestação, nos oferece o material de que carecemos para edificarmos a construção de nós mesmos, no encalço das finalidades supremas.

6 É assim que o fracasso nos sugere recapitulação e recomeço;

7 o sofrimento nos incita ao exercício da paciência;

8 a enfermidade no corpo nos induz à disciplina;

9 o tumulto nos compele à serenidade;

10 a injúria e outras modalidades da ofensa nos inclinam à tolerância e ao perdão;

11 a ignorância nos pede o apoio do esclarecimento;

12 as expressões de ódio com escalas pela cólera e pelo ressentimento nos conduzem ao amor que o próprio Cristo nos legou;

13 a inveja é um desafio à nossa capacidade de autossuperação;

14 a violência nos revela o imperativo da compaixão, com as providências justas para que se lhe extingam as demonstrações de crueldade;

15 a indiferença nos acena ao entusiasmo com que nos cabe encontrar o nosso próprio lugar no campo das boas obras;

16 a inércia nos chama às vantagens do trabalho;

17 e a própria malícia leciona discernimento, obrigando-nos a aprender seleção e reflexão.

18 Nem sempre aceitamos com facilidade as lições que nos são enviadas pela Sabedoria da Vida; tantas vezes, porém, recusaremos os ensinamentos da escola em que nos encontramos quantas voltaremos a faceá-los, agora ou no futuro, amanhã ou depois de amanhã.

19 E, enquanto se nos perdure a repetência, reconhecer-nos-emos na posição de aprendizes, reclamando paz.

20 Sem dúvida, usufruiremos a paz pela qual suspiramos, mas, em princípio, necessitamos observar que a paz alcançará, primeiramente, aqueles que souberem doá-la em benefício dos outros, sabendo passar sem ela. Emmanuel