Gotas de luz · Casimiro Cunha · Chico Xavier
Capítulo 24 de 42
Gotas
1 Insultos, provocações, Não retenhas na memória. A inveja é sempre um tributo Que a mesquinhez rende à glória.
2 Não te esqueças da bondade No trato com toda a gente. É tão difícil ser justo Que mais vale ser clemente.
3 Quando estamos dominados Pelo egoísmo vibrante, O mal alheio é um cabelo E o nosso é sempre um gigante.
4 Humilhações do caminho São golpes e ulcerações. Mas quem humilha a si mesmo Recolhe grandes lições.
5 Realmente, somos donos Dos olhos, dos pés, dos braços, Mas Deus é sempre o Senhor Da força de nossos passos.
6 A riqueza que garante Bondade, paz e alegria, Caminha por toda a parte Como o Sol que se irradia.
7 Foge à sombra da tristeza E ao gelo do desengano. Amargura dentro dalma É como a traça no pano.
8 Alma grande consagrada À virtude meritória Converte todo fracasso Em plantação de vitória.
9 A luz só encontra a luz No brilho do próprio seio. Quem muitas nódoas possui Vê nódoas no rosto alheio.
10 Miséria parada e escura É sempre triste labéu Mas pobreza que trabalha É condução para o Céu. Casimiro Cunha