Gotas de luz · Casimiro Cunha · Chico Xavier

Capítulo 14 de 42

Anexins de sempre

1 A cabeça ambiciosa Que vive votada ao mal Escreve o favor na areia E grava a ofensa em metal.

2 Quem teme cobra e lagarto, Quem passarinhos receia, Perde a vida sem combate, Não prepara, nem semeia.

3 Aprende a ver e lembrar!… No curso de toda a história, O soberbo perde a vista, O ingrato perde a memória.

4 Da ternura doce e branda, Sê devoto, não escravo… Eu bonzinho, tu bonzinho, Quem educa o burro bravo?

5 No mesmo tronco, onde a abelha Retira fortuna e mel, A aranha escura e disforme Faz morte, peçonha e fel.

6 Cultiva a lei do equilíbrio Que nos ajuda e contenta, Se o necessário deleita, O excesso fere e atormenta.

7 Do verbo usado no mundo, Nasce a guerra, nasce a paz. Com palavras edificas, Com palavras matarás.

8 Guarda sempre em teu trabalho Silêncio e ponderação… Quando a praça parlamenta, É hora de rendição.

9 Cumprindo a Vontade Eterna, Sê pronto, leal e breve. Quem faz tudo o que deseja, Nem sempre faz quanto deve.

10 Não te revoltes se a Terra Nega-te acesso ao jardim… Há números de começo, Não há número de fim. Casimiro Cunha