Fonte viva · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 38 de 181

Na obra regenerativa

“Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, orientai-o com espírito de mansidão, velando por vós mesmos para que não sejais igualmente tentados.” — Paulo. (GÁLATAS, 6.1)

1 Se tentamos orientar o irmão perdido nos cipoais do erro, com aguilhões de cólera, nada mais fazemos que despertar-lhe a ira contra nós mesmos.

2 Se lhe impusermos golpes, revidará com outros tantos.

3 Se lhe destacamos as falhas, poderá salientar os nossos gestos menos felizes.

4 Se opinamos para que sofra o mesmo mal com que feriu a outrem, apenas aumentamos a percentagem do mal, em derredor de nós.

5 Se lhe aplaudimos a conduta errônea, aprovamos o crime.

6 Se permanecemos indiferentes, sustentamos a perturbação.

7 Mas se tratarmos o erro do semelhante, como quem cogita de afastar a enfermidade de um amigo doente, estamos, na realidade, concretizando a obra regenerativa.

8 Nas horas difíceis, em que vemos um companheiro despenhar-se nas sombras interiores, não olvidemos que, para auxiliá-lo, é tão desaconselhável a condenação, quanto o elogio.

9 Se não é justo atirar petróleo às chamas, com o propósito de apagar a fogueira, ninguém cura chagas com a projeção de perfume.

10 Sejamos humanos, antes de tudo.

Abeiremo-nos do companheiro infeliz, com os valores da compreensão e da fraternidade.

11 Ninguém perderá, exercendo o respeito que devemos a todas as criaturas e a todas as coisas.

12 Situemo-nos na posição do acusado e reflitamos se, nas condições dele, teríamos resistido às sugestões do mal.

13 Relacionemos as nossas vantagens e os prejuízos do próximo, com imparcialidade e boa intenção.

14 Toda vez que assim procedermos, o quadro se modifica nos mínimos aspectos.

15 De outro modo será sempre fácil zurzir e condenar, para cairmos, com certeza, nos mesmos delitos, quando formos, por nossa vez, visitados pela tentação. Emmanuel