Fulgor no entardecer · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 11 de 18
Carnaval - Cornélio Pires
1 É um grande acontecimento No caminho emocional De toda gente que espera Os dias de Carnaval.
2 Antes, porém, do sinal Para o esperado começo Falarei sobre alguns casos Dos muitos que já conheço.
3 Você recorda o Titoni No violão do Moraes? O violão voltou, há um ano, Mas Titoni nunca mais.
4 Nosso Ivo carpinteiro Querendo mesa perfeita, Caiu do segundo andar Quebrando a perna direita.
5 Juntaram-se algumas jovens Dançando ao seu lado, Uma delas desmaiou, Eis Alceu desencarnado.
6 Na festa do Carnaval Amigos de projeção, Rogam a Benção de Deus, Pensando em elevação.
7 Muitas viúvas a enxergam, Esperando alguns vinténs Que lhes dão ao lar vazio A paz por melhor dos bens.
8 Deitou Jim, querendo ver-nos, Subiu ao grande salão. Viu alguém furtar-lhe o carro Mas não fez reclamação.
9 O doutor reconheceu Que a hora lhe pertencia Para ensaiar o perdão Na caridade por guia.
10 Maricota fez oferta Em apoio ao Carnaval, Levando leite fervente Resvalou no espinheiral
11 Um caso desagradável Foi da tia Belinha, Deu pó facial à irmã Com piolhos de galinha.
12 Todo vestido de andrajos Vi nosso médium Gil flores, Voltou para a própria casa Com mais quatro obsessores.
13 Não sei se você recorda O nosso amigo Adão Taco; Ficou em festa seis meses, Voltou com voz de macaco.
14 Qual você pode pensar Na lógica que não erra, Carnaval é semelhante À nossa vida na Terra. Cornélio Pires Essa mensagem foi publicada originalmente em 1990 pela editora CEU e é a 14ª lição do livro “Ação, Vida e Luz.”