Os filhos do Grande Rei · Veneranda · Chico Xavier

Capítulo 6 de 21

No intervalo

1 NESSE ponto da história, o narrador começou a tossir.

Cipião parecia tão cansado!… Os meninos sabiam que ele fazia longas peregrinações. O velhinho, porém, era forte e, embora os achaques da idade, nunca perdia o sorriso bom.

2 Observando que a interrupção se tornava mais longa, Ninita, uma das meninas maiores do grupo, aproximou-se dele e perguntou, carinhosa: — O senhor tem fome, vovô?

— Não, minha filha, — disse o velho, confortado.

— Tem sede? — Também não.

3 Os meninos, contudo, não mostravam maneiras tão distintas.

Um deles ergueu a voz e indagou, menos respeitoso:

— E essa escola existiu de fato?

— Como não? — Volveu o narrador, benevolente, — e ainda existe.

4 Diante da afirmação do velhinho, o interlocutor interrogou, deslumbrado:

— Poderemos vê-la?

— Perfeitamente, — respondeu Cipião, sem titubear.

5 A criançada ia entrar em ruidosos comentários. Acendera-se forte curiosidade em todos os rostos. As perguntas choveram de todos os lados, mas Cipião, sorridente, observou: — Deixem-me continuar.

Calaram-se as crianças, de súbito, e, de novo, reinou o silêncio.

— /// — Veneranda