Fé e vida · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 11 de 30
Trovas depois da morte
Grupo Espírita da Prece, Uberaba (MG), 17 de março de 1989.
1 O momento de morrer É uma tela iluminada Que recorda o alvorecer Na hora da madrugada.
2 O verbo não elucida Por mais brilhe, cante, exorte, Toda a morte que há na vida, Toda a vida que há na morte.
3 Quem andou nas próprias dores, Servindo e amando ao sofrê-las, Vê na morte o fim do dia Todo enfeitado de estrelas.
4 Ante a morte, frente a frente, Senti uma cousa assim: Triste saudade pungente Numa alegria sem fim.
5 Cegueira será na Terra Talvez uma grande cruz, No entanto, é o caminho certo Para a vitória da luz.
6 A quem ama, serve e espera O corpo é divina grade; Morte é a chave que se ajusta À porta da liberdade.
7 A morte me lembra agora Um sábio cirurgião Que altera tudo por fora Mas não muda o coração.
8 Cego, no instante do adeus, Exclamei, voltando à luz: — Louvado sejas, meu Deus! Bendito sejas, Jesus!
Sebastião Lasneau [1] Esse capítulo, no livro impresso, foi produzido com versos extraídos do livro Trovas do Mais Além, publicado em 1971 pela editora CEC. — Esse capítulo foi restaurado: Texto do livro impresso.